As redes sociais educativas em cidades inteligentes

A qualidade de vida está relacionada com o local em que vivemos e dos bons relacionamentos que estabelecemos. As cidades inteligentes devem prover uma infraestrutura e serviços como transporte, saúde, segurança, lazer, cultura e educação para oferecer condições de crescimento humano e profissional, criando uma plataforma econômica para geração de empregos e negócios. A economia é dinâmica e cada vez mais extrapola os limites físicos de cidades, estados e países, emergindo em mundo digital. Os produtos e a mão-de-obra sãos mais valorizadas se agregarem inteligência e uso intensivo da Internet. Entretanto, o desenvolvimento de novos negócios e prosperidade só acontecem com o relacionamento entre as pessoas, mesmo que intermediados por softwares transacionais. Desde cedo, as crianças devem ser inseridas no mundo digital para ampliar as fronteiras físicas de onde moram para conhecer novas realidades, novas culturas e estabelecer relacionamentos multiculturais e transfronteiras. Isso quebra o isolacionismo econômico, cultural e social. Prepara os alunos para desafios globais e transfere as melhores práticas de negócios internacionais para as comunidades locais, independentemente da localização geográfica. As redes sociais educacionais podem desenvolver essa experiência, ajudando inclusive a reduzir as desigualdades sociais, culturais e econômicas.

As redes sociais da Internet têm mostrado seu poder de comunicação, formação de opinião, aproximando (e separando) pessoas e estabelecendo negócios. As principais redes sociais já quebraram a barreira do bilhão de usuários, reunindo jovens, adolescentes, adultos e pessoas da terceira idade. Criaram também polêmicas sobre privacidade, assédio moral e outras distorções do mundo físico. Entretanto, é inegável seu poder.

O desafio das cidades inteligentes é canalizar o poder das redes sociais a favor dos cidadãos e da geração de novas oportunidades de negócios.

O processo deve abranger todas as camadas da sociedade, mas principalmente dos estudantes como preparação para uma nova sociedade conectada e ativa nas questões locais e internacionais para promover a evolução social, cultural e econômica da comunidade.

As redes sociais agregam vários serviços como troca e armazenamento de dados e ferramentas de colaboração virtual.  Serviços que podem ser integrados as metodologias didáticas das escolas. A criação de programas de intercâmbio educacionais com outras escolas (municipais, estaduais, federais e internacionais) permite a evolução para um novo patamar de ensino e desenvolvimento humano e profissional dos alunos e professores.

As ferramentas estão disponíveis e de fácil acesso e adoção, pois a maioria dos alunos e professores são usuários dessas ferramentas na sua vida privada. Não é recomendável o uso de serviços gratuitos que não permitam controle centralizado.

As cidades inteligentes criam organizações e comitês para definir, implantar e operar as redes sociais educacionais criando conteúdos, promovendo debates, transmitindo e gravando palestras, viabilizando vídeo conferencias em salas de aula explorando novos temas e substituindo professores. Essa organização também estabelece convênios com entidades nacionais e internacionais para firmar convênios educacionais.

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