Iluminação pública inteligente

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Este tópico contém resposta, possui 1 voz e foi atualizado pela última vez por  Eduardo Fagundes 10 meses, 1 semana atrás.

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    A iluminação pública é um serviço essencial à qualidade de vida noturna da população que reside nos centros urbanos. Possibilita às pessoas o desfrute dos espaços e vias públicas com segurança e tranquilidade. A importância na vida das cidades é inquestionável, incluindo inibição do crime, promoção do jovem saudável, redução de acidentes de trânsito com pedestres e veículos e aumento da autoestima dos moradores. Soma-se a isso a valorização da paisagem urbana da região, abrindo novas oportunidades de lazer para os moradores que se sentirão motivados a caminhar e praticar esportes, como ciclismo e corridas, com segurança.

    A partir de 2015 as prefeituras assumiram os ativos e serviços de iluminação pública de seus municípios. Na maioria dos casos, as prefeituras contratavam esse serviço das concessionárias de distribuição de energia da sua região que incluía os ativos e atendimento ao cidadão. Cada domicilio com uma ligação de energia paga na conta de luz uma Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip), que varia de município para município, determinada pela Câmara de Vereadores. A delegação para a concessionária de energia operar o serviço de iluminação necessitava de um decreto de lei municipal.

    Existem, basicamente, duas estratégias das prefeituras para operar o serviço: criar um departamento próprio ou estabelecer uma parceria público privada (PPP). Algumas prefeituras estão criando consórcios públicos para operar o serviço em conjunto. As licitações para a formação das PPPs preveem a substituição das lâmpadas tradicionais por iluminação LED, de forma gradativa. Algumas licitações, como a do município de São Paulo, preveem a remuneração do serviço por luminária acessa com um sistema de monitoração integrado ao Centro de Controle Operacional.

    Entretanto, pelo que tenho acompanhado, as prefeituras estão focando apenas no serviço de iluminação pública, deixando escapar a oportunidade de iniciar um projeto mais abrangente de cidade inteligente.

    Os postes de iluminação púbica estão presentes na maioria das concentrações habitacionais e comerciais. Eles são altos e possuem, obviamente, energia. Se tornássemos cada poste de iluminação em um poste inteligente levaríamos muito mais serviços para a população, dentro do conceito de cidades inteligentes.
    Com a tecnologia de Internet of Things é possível, via Internet, monitorar e controlar vários dispositivos remotos instalados nos postes inteligentes. Poderíamos por exemplo:
    – Variar a intensidade da iluminação por faixa de horário ou por detecção de movimento, reduzindo o consumo de energia;
    – Instalar câmeras de monitoração que inibiriam assaltos e ajudariam a identificar os assaltantes, além de identificar veículos estacionados em locais proibidos e outras infrações;
    – Instalar radares de controle de velocidade;
    – Aproveitar os pontos de telecomunicações para oferecer Internet gratuita para os cidadãos;
    – Identificar locais de estacionamento vagos para auxiliar os motoristas via aplicativo móvel, reduzindo o tempo de busca e economizando combustível;
    – Identificar acidentes de trânsito ou incêndios em casas ou em terrenos baldios;
    – Usar o sistema de telecomunicações dos postes para apoiar os serviços de medição e controle de fornecimento de água e eletricidade (Smart Grid).

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